Noticias & Eventos

Novidades, Dicas e Cursos para você se manter por dentro da saudável culinária de pescados e frutos do mar.

Você sabia que bacalhau não é um peixe?

É isso mesmo, você não leu errado! Bacalhau não é um peixe. Muita gente não sabe, mas não existe uma espécie de peixe chamada “bacalhau”. Na verdade, até 5 espécies podem virar um.

Duvidou?! Então confira!

Dos Vikings ao século XIX

Aconteceu lá na época dos Vikings, que ficavam meses e meses viajando pelos mares. Como naquela época não existia geladeira nem métodos efetivos de resfriamento, os vikings inventaram uma maneira sensacional e simples de conservar os peixes: secando-os ao sol.

Isso mesmo, a história do bacalhau começou com os Vikings! Algum tempo depois, o sal foi introduzido nesse processo pelos povos bascos e, anos mais tarde, um holandês criou a primeira indústria de transformação de peixes na Noruega.

Lá os peixes eram limpos e passavam por um processo de secura e salga, o que dava a cor, textura e o delicioso sabor que todos (ou quase todos) adoramos ainda hoje.

Ou seja, pra resumir: bacalhau não é uma espécie de peixe, mas sim o nome que damos a peixes específicos depois de um processo de salga e secura.

(Se aquele seu amigo pescador disser que pescou um enorme bacalhau, você já sabe que é realmente história de pescador )

Fama portuguesa

Mas espera, se essa história toda começou com os Vikings, passou pelos povos bascos e chegou à Noruega por um holandês, como esse “peixe” foi ficar famoso em Portugal?!

Novamente pela necessidade de conservação dos alimentos. Sabendo da nova técnica na Noruega, os portugueses a aperfeiçoaram e até hoje são referência na qualidade.

Apesar de algumas espécies de peixe poder virar um bacalhau, existe um considerado “O verdadeiro”: é a espécie Gadus Morhua, proveniente da Noruega. A carne é amarelo-palha e, quando cozida, se desmancha em lascas uniformes.

Além de riquíssimo em história, o bacalhau também é muito bom pra saúde. Tem muito ferro, fósforo, vitaminas A, E e D e tem colesterol quase zero.

Fonte: Chefs Blog